Você tem medo de que?

É letra de música, entra em bate-papos descontraídos e também nos ‘Fala sério?”.

Basta alguém fazer a pergunta e já começamos a desfilar um sei-lá-quantos-medos…

Fácil falar, ah, tá! Fácil falar neles, especialmente quando não estamos diante do que nos causa o ‘problema’. Há os que reconhecemos de imediato; estes, na medida do possível , evitamos e fica tudo bem [pelo menos até o próximo enfrentamento]. Há , também, os que nem  sequer identificamos; estes, em tese, nem mesmo tocamos. Porque tocá-los significa reconhecer-nos tal como somos.

Você tem medo de ser ser o que é, até mesmo de parecer ser o que é.

Ocultos, intocáveis? Será?

Nosso discurso os desnuda [ou, pelo menos, dá uma boa pista]:

tenho ‘pavor’ de gente assim [ou assado]; o escuro me deprime; lugares fechados me sufocam; não gosto de ser o centro das atenções; odeio quando me ignoram; quem será que ele pensa que é; eu tenho mesmo que dizer [ou fazer] isto?;  será que eles não percebem a minha dor?; meu coração dispara sempre que tenho que [falar em público, sair de casa, caminhar por ruas desertas, abrir a janela do carro prá ouvir um ‘só um troquinho aí tia’]; não sei porque querem mudar tudo por aqui, tá bom assim; você que sabe, o que decidir está bom prá mim; naquele dia em que [me fizeram, me disseram, me deram, me deixaram, me esqueceram …] meu mundo se fechou; eu o/a invejo; eu quero que ele/ela vá para o ‘inferno’; não admito que me enganem; as pessoas não me entendem; ele/ela não  gosta de mim e eu nem sei porque; eu não fiz [disse] nada prá ele/ela ficar assim; nem vem que hoje eu estou [da pá virada, raivosa, pronta prá guerra];  porque tinhas que me dizer [fazer] isto?; nem continua porque senão eu …; quem foi que disse isto?; quando ele/ela aparecer [ligar, chegar] vai ter que me ouvir; eu sou teimosa; tem dias que tenho vontade de me sumir; o que será que está acontecendo, ninguém me diz nada; que me importa se ele/ela não falar mais comigo, tô nem aí; eu nem queria mesmo ….

Todas [RE]ações. Reagimos ao desconforto que nos causa coisas que sentimos e não sabemos o que fazer com elas!

Você tem medo de que?

Às vezes acho que temos medo de ter medo. Ter medo implica ter que fazer escolhas. Com elas, perdemos ou ganhamos. E pronto! Mas não; preferimos reagir! Atacamos, nos protegemos e seguimos a nossa vidinha ….

Mudar pode até doer, mas quando sei quem sou os limites desaparecem e, em seu lugar, surgem infinitas possibilidades.

‘Bora lá, mudar?!

by Gi

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